Cana - Usina Seresta

Usina Seresta – Fazenda Danielle
Localização: Teotônio Vilela – Alagoas - Nordeste

 


1. INTRODUÇÃO

 

       Cana-de-açúcar, Saccharum officinarum (L.), é uma graminea que historicamente possui grande importância mundial dada sua utilização para a  produção de açúcar e etanol. Recentemente, com o crescente interesse mundial em se utilizar combustíveis renováveis e menos agressivos ao meio ambiente, o etanol vem se destacando como substituto direto dos combustíveis fósseis nos veículos automotores, com o maior custo benefício e menor nocividade ao meio ambiente perante seus concorrentes diretos, etanol de milho, gasolina e diesel.
       A irrigação por gotejamento em cana-de-açúcar representa uma grande evolução na tecnologia de produção dessa cultura, pois além de aumentar produtividades, eleva a longevidade do canavial. No Brasil existem áreas que já fizeram 13 colheitas e espera-se a 14ª com média acima de 90 toneladas para os 14 anos.
       Para tanto, a Netafim adotou o sistema de plantio em sulco duplo com a inserção de tubos gotejadores autocompensados enterrados. Com isso, garantindo o fornecimento uniforme de água e nutrientes (NutrigaçãoTM) em toda a área e ciclo da cultura. Além da possibilidade de aplicação também uniforme de materiais orgânicos líquidos (vinhaça e acidos húmicos) e a aplicação de defensivos e maturadores (quimigação).

 


2. SITUAÇÃO DO CASO


Recurso Hídrico: Região com boa disponibilidade hidrica
Experiência do Irrigante: Além do sistema de gotejamento Netafim, cliente irriga com pivo e autopropelidos

 

                       


3. PROPRIEDADE


Tamanho em ha: área do projeto de 20 ha

Clima: Temperatura média de 24,1oC  e com periodo de estiagem bem definido entre os meses de Setembro a Fevereiro
Propriedades físicas do solo: Argissolo distrófico
Índice Pluviométrico: 1.650 mm/ano

 


4. MANEJO

 

Cultura: cana de açucar
Variedade trabalhada:  SP 79 -1011
Produto Utilizado: Phyton – 1,6 L/ha espaçado a 0,50 m
Espaçamento: 0,6 x  2,0 m (linha dupla)

       O projeto foi desenvolvido com lâmina de 6,0 mm/dia e implantado no sistema de linha dupla com gotejadores enterrados. O tipo manejo de irrigação e fertirrigação escolhido foi o convencial, sendo estes desenvolvidos acompanhando o crescimento da cultura associado ao clima da região.
       Ou seja, como em todos os projetos Netafim, nossos agrônomos e técnicos trabalharam para desenvolver manejos de irrigação e fertirrigação que se adaptassem exatamente às características da cultura e clima deste projeto em especial, buscando assim a máxima produtividade através da utilização eficiente e eficaz dos recursos hídricos e insumos.

 


5. RESULTADOS

 

       Este, é um dos mais antigos projetos de cana de açúcar irrigada por gotejamento enterrado no Brasil, neste projeto foram feitas várias constatações de benefícios agronômicos e econômicos para a lavoura de cana de açúcar irrigada por gotejamento, com isso, um das principais constatações foi o comprovado aumento da longevidade da cultura em campo, que neste projeto já chega ao 12º corte sem apresentar necessidade de reforma, o que significa que a usina irá para o 13º corte nesta mesma área em 2011.


       Foram avaliadas duas épocas de colheita, sendo a primeira época determinada entre os meses de Novembro e Dezembro e a segunda época entre Janeiro e Fevereiro. Os resultados das colheitas encontram-se nos gráficos abaixo:

 



 

 
       Os dados acima demonstram que para ambas as épocas de corte a média encontram-se acima de 100 ton/ha. O 12º corte, referente a colheita de 2010 dessa área ficou com 87 ton/ha, mantendo a média acima de 100 ton/ha (104 ton/ha).

 


6. IMPACTO

 

       Para o setor sucroalcooleiro, a reforma do canavial representa um dos custos mais impactantes do setor, isso pois além dos gastos com a reforma, estimados entre R$ 4.000,00 e R$ 6.000,00 por hectare, a área reformada fica 1 ano sem produção, aumentando ainda mais o custo real da operação.
       Para canaviais em sequeiro, o tempo de produção sem necessidade de renovação de área fica em torno de 5 a 6 anos e para canaviais irrigados por sistema de pivô este tempo de produção sem necessidade de reforma aumenta para 8 anos em média. Já em canaviais irrigados por gotejamento enterrado Netafim, os dados demonstram longevidades superiores a 12 anos. Fato que gera grande diferencial de rentabilidade para as usinas perante outros sistemas de irrigação.
       Portanto, ao se avaliar a viabilidade econômica de um sistema de irrigação por gotejamento, não deve-se levar em consideração apenas o aumento de produtividade, mas também o aumento de longevidade que o sistema proporciona.
 

 

 

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