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Algodão

Em vários países, o algodão (Gossypium spp.) é uma das plantas mais importantes para a produção de fibras. A cultura do algoodão não fornece somente fibras para a indústria têxtil, mas também fornece alimento animal e matéria prima (sementes) para produção de óleo. Suas sementes são ricas em óleo (18% a 24%) e proteína (20 a 40%). Uma estimativa diz que cerca de 350 milhões de pessoas estão ligadas á produção de algodão, desde fazendas até logística, descaroçamento, processamento e embalagem. A China consume 40% do algodão mundial. A Austrália e o Egito produzem o melhor algodão do mundo. O algodão é a mais Iimportante fonte de receitas de exportação de Burkina Fasso, Benin, Uzbequistão, Mali, Tajiquistão, Costa do Marfim, Cazaquistão, Egito e Síria. Os custos mais baixos para a produção do algodão estão na Austrália, China, Brasil e Paquistão.
Os EUA e Israel tem o maior custo de produção do mundo. Os principais exportadores de algodão do mundo são EUA, Uzbekistão, Brasil e Austrália. A demanda mundial por algodão tem aumentado constantemente desde a década de 1950, a uma taxa média anual de crescimento de 2%.


Em termos de produção mundial, o algodão está entre as quatro culturas mais importantes de produção de fibras. Atualmente a produção mundial soma 25.5 milhões de toneladas de sementes de algodão cultivados em 34.8 milhões de ha. China, EUA e Índia são os principas produtores de algodão do mundo, representando cerca de 60% da produção mundial. Cerca de 53% do algodão produzido no mundo é subsidiado. Os países produtores de algodão que subsidiam sua produção interna incluem os EUA, China, Grécia, Espanha, Turquia, Brasil, México, Egito e Índia.

O algodão é cultivado em mais de 100 países, representando 40% do mercado de fibras. O algodão cresce sob diversas condições de clima, bem como tropical, sub tropical e temperado.
O desenvolvimento da cultura é sensível à temperatura. Noites frias e baixas temperaturas diurnas resultam no crescimento vegetativo com pouca frutificação. Esta cultura é muito sensível a geada, são necessários pelo menos 200 dias livres de geadas durante o desenvolvimento vegetativo, para o bom desenvolvimento da planta. O período total do crescimento vegetativo fica entre 150 a 180 dias. Dependendo da variação de temperatura, de 50 a 85 dias são necessários para a planta formar suas gemas, de 25 a 30 dias para a brotação de flores e de 50 a 60 dias da abertura da flor para a maturação da cápsula. O algodão é uma planta de dias curtos, porém, tem também existem variedades que adáptam-se a dias longos. No entanto, o efeito da duração do dia sobre a floração é ditado pela temperatura. A temperatura é considerada ótima para a germinação entre 18 e 30°C, com mínima de 14°C e máxima de 40 °C.


A germinação atrasada expões as sementes a fungos do solo que podem trazer infecções para a planta. No início do crescimento vegetativo, a temperatura deve passar dos 20°C com 30 °C sendo o desejável. Para uma formação adequada das gemas e floração, a temperatura deve estar acima dos 20°C e a temperatura noturna, maior que 12°C, mas não deve ultrapassar os 40°C e 27°C respectivamente. Tenperaturas entre 27°C e 32°C são ótimas para o desenvolvimento da cápsula e maturação, porém, acima de 38°C o rendimento se reduz. Ventos fortes e/ou frios  afetam seriamente as novas e delicadas mudas. Na maturação dos brotos brotarão fibras nas cápsulas anteriormente fechadas as quais sujarão com poeira. Chuvas contínuas durante a floração e abertura das cápsulas prejudicarão a polonização e reduzirão a qualidade da fibra. Chuvas fortes durante a floração causam queda de brotos de flores e de cápsulas.


O algodão pode ser cultivado em vários tipos de solo, mas, solos médios e pesados, profundos e bem drenados, argilosos e férteis com boa retenção de água são preferíveis. Sub solos ácidos e densos para penetração das raízes. O intervalo do pH do solo ideal de 5.5 a 8 sendo de 7 a 8 considerado ótimo. Esta cultura é tolerante a salinidade do solo. É um cultivo plantado com sementes. A densidade demográfica varia entre 100.000 a 160.000 plantas/ha sob alta densidade e entre 14.000 a 37.000 plantas/ha sob baixa densidade de população.
A implantação do sistema de irrigação e fertirrigação por gotejamento em algodão provou-se tecnicamente e economicamente viável além de benéfica em vários pontos e em vários países. A utilização da irrigação por gotejamento sob várias condições agrícolas e climáticas, registrou produtividades mais altas (15% a 30 %) enquanto economizou água (30% a 45 %) e melhoria na qualidade da fibra produzida em comparação com os métodos tradicionais de irrigação por sulco, aspersão, pivo central, entre outros. Em Adana, na Turquia com condições agro climáticas para a irrigação enterrada por gotejamento, 11 ha de plantio registraram produtividade de 5.5 a 5.8 ton/ha de semente de algodão (33% a mais em comparação com o algodão irrigado por sulco) enquanto economizou 30% de água, 20% de energia elétrica, 15% de mão de obra e 5% de defensivos químicos.


Para atingir altas produtividades, as necessidades sazonais da planta foram estimadas em 350 a 900 mm/ha sob variação de condições climáticas e variação da duração do período de maturação (150 a 210 dias) com uma média diária de taxa de evapotranspiração de 4 a 8 mm/dia. O algodão é um grande fornecedor de nutrientes. O objetivo da fertirrigação é suprir a diferença existente entre a demanda por esta cultura e o seu fornecimento. A flexibilidade do sistema de irrigação via gotejamento para a aplicação de fertilizantes via água dá ao produtor a abilidade de reagir às necessidades imediatas da planta em cada uma das suas fases de crescimento e maturação, da melhor forma possível. As melhores práticas agrícolas incluem planejamento de irrigação, proteção da cultura contra pragas e doenças, controle de ervas daninhas, monitoramento, bom planejamento de colheita, pós colheita e controle de perdas. 
 
 
Líder Netafim da cultura do algodão
O Sr. Arie Bosak (M.Sc. Agr.) presta serviços agronômicos para o departamento de agromarketing da Netafim desde 2005 para a cultura do algodão.
Universiade e pesquisa - Arie Bosak está envolvido com experimentos no campo voltados para soluções de irrigação para algodão. Antes de trabalhar na Netafim, Arie prestava serviços a "Regional Field Crops Association" no sudeste de Israel, composta por cerca de 60 fazendas de algodão, em funcionamento desde 1985.  Arie tem estado envolvido com longos trabalhos de pesquisa no campo, principalmente com algodão e suas metodologias mais adequadas de manejo. Arie era responsável por fazer análises ecdonômicas de implantação de novas tecnologias em fazendas, com o obejetivo de aumentar e otimizar a produtividade no campo, em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalem, Israel.
Arie tem mestrado científico em culturas de campo e mestrado em economía agrícola, ambos da Universidade de agricultura Hebraica de Jerusalem, Israel (graduado em 1985). Arie tem ministrado aulas de “Gerenciamento de culturas industriais irrigadas” na Universidade de Jerusalem. Além disso, Arie ganhou o "Sam Hamburg Prize" em nome da Câmara Israel de algodão, onde é membro desde 1988.

 

 

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